Aldo anunciou o novo escalão para o Ministério do Esporte.
Paula Pini é a nova Secretária-executiva, Carlos Henrique Cardim, Chefe da Assessoria Internacional e Afonso Barbosa, Secretário Nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social.
Para justificar a escolha, Aldo disse que levou em conta a experiência de vida de cada um, o compromisso com o interesse público e profissional, além da afinidade pessoal.
Waldemar de Souza continuará no ministério e Ana Prestes, neta de Luiz Carlos Prestes vai deixar a chefia da Assessoria Internacional para auxiliar seu substituto, Carlos Henrique Cardim.
O deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) foi anunciado nesta quinta-feira (27) como o novo ministro do Esporte. De acordo com a presidente Dilma, a indicação lhe dá "grande segurança de que a pasta terá êxito". Rebelo foi indicado pelo partido para ocupar a vaga do correligionário Orlando Silva, que deixou o cargo na quarta-feira (26), para defender-se de denúncias que o envolvem em um suposto esquema de desvio de dinheiro público na pasta.
A posse do novo ministro, segundo o Planalto, será na próxima segunda-feira. "Fui convidado pela presidente para assumir o ministério", afirmou Rebelo, agradecendo a confiança. Questionado sobre quais serão suas primeiras medidas, Rebelo disse que "a presidente não entrou nos detalhes da pasta e não teria como fazer isso". "Preciso entrar em contato com a equipe do ministério para começar a transição, só a partir dai posso falar", completou.
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Em conversa com o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, e com o próprio Aldo Rebelo, Dilma declarou que o partido vem conduzindo com competência e honestidade o Ministério e que, por isso, deveria continuar à frente da pasta. "Vou me empenhar, junto com o PCdoB, para que o Ministério alcance êxito nas importantes tarefas que lhe cabem, sobretudo nos grade eventos, a Copa e as Olimpíadas", disse a presidente.
Dilma ressaltou as qualidade do novo ministro e afirmou que tem confiança em Rebelo. "Sua indicação me dá grande segurança de que o Ministério terá êxito, o que é muito importante para o êxito do meu governo como um todo", destacou.
Renato Rabelo, por sua vez, afirmou que o "PCdoB tem em Rebelo um quadro político com grande experiência e capacidade política. É uma pessoa em quem o partido deposita enorme confiança para levar a bom termo tarefas importantes para o país".
Mais cedo, pelo Twitter, Orlando desejou boa sorte a Rebelo: "Bom dia, Aldo Rebelo! Deus ilumine teus caminhos. Bom trabalho!". Os nomes de Flávio Dino (PCdoB-MA) e da deputada Luciana Santos (PCdoB-PE) também eram cogitados pela imprensa.
Rebelo está no sexto mandato na Câmara dos Deputados, sempre pelo PCdoB –já foi presidente da Casa e líder do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Rebelo também foi ministro da Coordenação Política durante a gestão de Lula e teve importante papel na articulação da base aliada no período que se seguiu às denúncias do Mensalão. Na juventude, atuou no movimento estudantil e foi presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes).
Com a indicação de Aldo, a pasta permanece sob a liderança do PCdoB, que dará continuidade ao trabalho desenvolvido desde 2006 e que resultou em grandes conquistas para o país, como a realização da Copa de 2014 e as Olimpiíadas de 2016.
Orlando Silva deixou a pasta nesta quarta-feira. "Decidimos que a melhor solução seria sair do governo para defender a minha honra", disse. "Saio com o sentimento do dever cumprido", completou o ex-ministro, reiterando sua inocência.
Em entrevista coletiva – após reunião com a presidente Dilma Rousseff, nesta quarta-feira (26), no Palácio do Planalto – o ministro do Esporte, Orlando Silva, anunciou seu afastamento da pasta.
Ele disse que ao examinar a crise dos últimos dias, decidiu que “nosso Partido não pode ser instrumento de nenhum tipo de ataque ao governo, por isso o resultado da reunião é que a melhor solução é me afastar do governo”, afirmou. A decisão do ministro foi apoiada pela direção do PCdoB e pela presidente Dilma.
O ministro, que vem sendo alvo de acusações caluniosas, pediu aos jornalistas que continuem acompanhando os fatos para que, em breve espaço de tempo, “possam dedicar as mesmas páginas apresentadas até aqui para mostrar a verdade que está comigo”.
Orlando ressaltou que, afastado do Ministério, poderá defender “com mais ênfase, a minha honra” e que continuará defendendo “o meu governo e o sucesso e o trabalho do Ministério do Esporte”. E ainda enfatizou a luta em defesa do seu Partido, “que tem uma história tão bonita, que tem mártires e identidade com a luta dos trabalhadores”.
Também em pronunciamento à imprensa, o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, lembrou que “o PCdoB mantém grande intimidade e identidade com a presidente Dilma e os rumos desse governo. O partido não está no governo porque caiu de paraquedas, mas por que tem aliança desde o presidente Lula e com o PT desde 1989, participou de todas as eleições presidenciais e evidentemente contribuímos para a vitória de Lula em 2002, 2006 e para a presidente Dilma em 2010”.
Rabelo defendeu, como fez desde o início, o ministro Orlando Silva, “porque é um ministro honesto, competente, sincero, jovem com grande capacidade. Nada foi provado do que o acusam. Toda acusação foi montada em cima de pessoas desqualificadas”, destacando que “se o país e os partidos verdadeiramente democráticos fossem considerar essa montagem como coisa séria, seria um retrocesso para o nosso país”.
Para Renato Rabelo, “o ministro foi bombardeado por calúnia, montagem sórdida”, o que causa muita indignação ao PCdoB, mas que não se intimida. “Não nos intimidamos diante dessas tentativas e manobras para desmoralizarem o Partido, que tem história, fisionomia e ideologia. Não nos intimidamos. Aliás nunca nos intimidamos”, concluiu.
Em abaixo-assinado divulgado nesta terça-feira (25) intelectuais de diversos setores de atividade – professores, jornalistas e artistas – prestam solidariedade ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), alvo de ataques sistemáticos e caluniosos provenientes das forças reacionárias, através da imprensa conservadora.
O manifesto está recebendo adesões através do e-mail: solidariedadepcdob@gmail.com
Confira abaixo o texto e seus primeiros signatários.
Manifesto em apoio ao PCdoB
Os que assinam esta nota vêm a público denunciar a onda de histeria macarthista deflagrada nos últimos dias contra o Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Alimentada por preconceitos antidemocráticos, que pensávamos já superados na vida política nacional, essa sórdida campanha visa a atingir todos os que lutam com dignidade e coragem pelo desenvolvimento do Brasil e pela justiça social.
Nos solidarizamos com o PCdoB, destacando sua longa história de luta e dedicação à defesa da democracia, da soberania nacional, do socialismo e dos trabalhadores. Essa trajetória é marcada pelos compromissos com a lisura e com a causa pública. Reafirmamos que, numa ordem democrática, a leviandade da acusação sem provas e sem direito de defesa constitui grave violação do Estado de Direito.
São Paulo, 25 de outubro de 2011.
Assinam:
João Quartim de Moraes – Prof. Doutor Filosofia Unicamp
Luiz Gonzaga Belluzzo – Prof. Doutor Economia Unicamp
Olival Freire Jr. – Pós-Doutor em Física, historiador da ciência USP e UFBA
Luis Fernandes – Prof. Doutor Relações Internacionais PUC-Rio e UFRJ
Aldo Rebelo – Jornalista, escritor
Aloísio Sérgio Barroso – Doutorando em Economia Social e do Trabalho Unicamp
Aloísio Teixeira – Prof. Doutor e ex-reitor UFRJ
Dermeval Saviani – Pesquisador emérito do CNPq; professor emérito Unicamp
Marcio Pochmann – Prof. Doutor, Livre Docente Economia Unicamp
Francisco Carlos Teixeira – Cientista Político, Prof. Doutor UFRJ
Carlos A. Barbosa de Oliveira –Prof. Doutor Economia Unicamp
Marly Vianna – Profa. aposentada UFSCAR e Faculdade Universo RJ
Frederico Mazzucchelli – Prof. Doutor Economia Unicamp
João Sicsú – Economista, professor UFRJ
Armen Mamigonian – Prof. Livre Docente FFLCH-USP
Heloisa Fernandes – Socióloga, Profa. Doutora USP
Mary Garcia Castro – Profa. Doutora UCSAL; pesquisadora FLACSO Brasil
Luiz Martins de Melo – Prof. Doutor Economia UFRJ
Elisângela Lizardo – Presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos
João Carlos Salles – Filósofo UFBA
José Carlos Assis – Professor, Economista, Escritor
Aloisio T. Miranda – Médico, vice-presidente Conselho Federal de Medicina
José C. Lombardi (Zezo) – Prof. Doutor Educação Unicamp
Carlos E. Mendes Gouveia – Professor UniSantos e IFET/Cubatão
Madalena G. Peixo – Profa. Doutora Educação PUC–SP
Olgamir Amancia Ferreira – Mestre e Doutora Políticas Públicas e Gestão da Educação; Professora adjunta FUP/UnB
Meire Rose – Doutoranda, Profa. Geografia UFMT
Jose Ricardo Figueiredo –Prof. Doutor Engenharia Unicamp
Ricardo Moreno – Prof. História UFBA e doutorando UFF
Claudio Augusto Silva Gutierrez – Prof. Doutor Educação Física e Formação Humanística UNISINOS
Carlos José Espíndola – Prof. Doutor CFH-UFSC
Isa De Oliveira Rocha – Prof. Doutor UDESC
José Messias Bastos – Prof. Doutor CFH-UFSC
Nereide Saviani – Profa. aposentada PUC-SP e profa. UniSantos
Marcos Aurelio Da Silva – Prof. Doutor CFH-UFSC
Fabio Napoleão – Prof. Doutor UDESC
Graciana Vieira – Prof. Doutor UDESC
Marta Luedemann – Prof. Doutora UFAL
Fernando Sampaio – Prof. Doutor UNIOESTE
Verônica Bercht – Bióloga, jornalista, editora
Marcelo P. Fernandes – Prof. Doutor Economia UFRRJ
Luiz C. Soares – Historiador UFF
Helena C.L. de Freitas – Profa. aposentada Unicamp
Ilka Dias Bichara – Profa. Doutora UFBA
Romualdo Pessoa Campos Filho – Professor do Instituto de Estudos Socioambientais UFG; secretário regional da SBPC-GO
Haroldo Lima – Engenheiro, ex-deputado Constituinte
Aldo Arantes – Advogado, mestre em Ciência Política UnB
Manoel Motta – Prof. Doutor Educação UFMT
Elias Jabbour – Doutor Geografia USP
Renildo Souza – Prof. Doutor Administração e Economia UFBA
Oscarino Barreto Jr. – Especialista em Medicina de Família e Comunidade (MFC) / Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) / Associação Médica Brasileira (AMB)
José Noronha – Médico, gestor hospitalar
Walter Sorrentino – Médico, escritor
Victor V. Barroso – Médico, Especialista em Saúde Pública
Nelson Nahon – Médico, conselheiro e diretor (CREMERJ)
Maria Paula L. Vilhena – Médica, psicóloga
Bernardo Joffily – Escritor, tradutor, jornalista
Francisco Wellington Duarte – Prof. Economia UFRN e Doutor em Ciência Política
José Carlos Ruy – Jornalista, escritor
José Reinaldo Carvalho – Jornalista, editor do portal Vermelho
Rita Polli Rebelo – Jornalista
Dilermando Toni – Jornalista, escritor
André Cintra – Jornalista, escritor
Jandira Feghalli – Médica, deputada federal (PCdoB – RJ)
Carlos Alberto Oliveira Lima – Economista
Alberto da Silva Jones – Professor aposentado (UFV, UFBA E UFSC)
David Fialkow – Economista
Osvaldo Bertolino – jornalista, escritor
Mazé Leite – artista plástica
Fábio Palácio – doutorando em Ciências da Comunicação USP
Luciano Rezende – professor e Pesquisador do Instituto Federal de Alagoas;
Juares Ogliari - prof. doutor do Instituto Federal de Santa Catarina
Hugo Cortez Crocia Barros – pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco
Luiza B. Pereira – doutoranda em Sociologia do Trabalho UFRJ
Diogo V. Barroso – nutricionista, mestre em Esporte de Alto Rendimento
Álvaro Martins – professor Engenharia Elétrica e Engenharia de Segurança do Trabalho; Conselheiro do CREA-SP
Dimitri V. Barroso – biólogo, mestre em Ecologia Social Univ. Coimbra
João Barroso Filho – mestre em economia, prof. aposentado UFAL
Silvio Costa – prof. História PUC-GO
Diorge A. Konrad – prof. Doutor História Social do Trabalho UNICAMP; Professor adjunto Programa de Pós-Graduação História UFSM
Gilson Leão – consultor político
Antonio Carlos S. Miranda –Prof. Doutor Astrofísica Estelar; Adjunto da UFRPE
Lejeune Mirhan — sociólogo, escritor e arabista
Hildo C. Freire Montysuma — prof. Filosofia rede pública estadual (AC)
Ronaldo Carmona – mestrando em Geografia USP
Márcio J. G. de Jesus – prof. rede pública estadual (MA); História (UFMA)
Julio Veloso – mestrando Estudos Brasileiros USP
Felipe Maia – doutorando UERJ
Socorro Gomes – presidente do Cebrapaz
Almir Braga Filho – engenheiro civil e de Segurança do Trabalho
Maria A. Dellignhausen Motta – Poeta, coordenadora da Coleção "Ciranda de Letras" (Ed. Autores Associados) e militante ambientalista
Cristina Castro – Profa. Matemática da rede pública (Juiz de Fora)
Wellington Teixeira Gomes – Prof. Sociologia da rede pública (Belo Horizonte)
Celina Arêas – profª de Literatura (Belo Horizonte)
Wilame Gomes de Abreu – prof. PUC-GO; Mestre em Filosofia (USP)
Diego Almeida Monsalvo – professor e coordenador da Pastoral dos Pescadores de Santos
Durbens Martins Nascimento – doutor em Ciências: desenvolvimento socioambiental; diretor de Programas e Projetos de Extensão da Universidade Federal do Pará; Coordenador do Observatório de Estudos de Defesa da Amazônia (OBED)
Margarida Barreto – Médica, Doutora em Psicologia Social Rede Nacional de Combate à Violência no Trabalho
Messias Simão Telecesqui – Diretor do Sindicato dos Professores de Minas Gerais
Leocir Costa Rosa – Advogado militante, especialista em Direito do Trabalho
Rosemary Mafra Nunes Leite – Professora universitária e advogada; procuradora fiscal do Município de Governador Valadares; ex-presidente da OAB-MG, subseção Governador Valadares
A deputada federal Alice Portugal (PCdoB) foi a entrevistada desta segunda-feira (24/10) do programa Balanço Geral, apresentado por Raimundo Varela, na TV Itapoan, afiliada da Rede Record na Bahia. Durante cerca de 10 minutos, a parlamentar rebateu as denúncias apresentadas pela revista Veja contra o ministro do Esporte, Orlando Silva, reafirmando o compromisso do PCdoB com a verdade e a democracia.
O policial militar João Dias Ferreira disse hoje (24) que não possui nenhuma prova do envolvimento do ministro do Esporte, Orlando Silva (PCdoB), e de seu antecessor, Agnelo Queiroz (PT), no suposto esquema de desvios de recursos públicos do Ministério. João Dias afirmou categoricamente que não gravou diálogos de Orlando Silva e que não há nada que o incrimine. "Em nenhuma delas [das gravações] tem a voz do ministro".
As declarações foram dadas quando o policial militar prestou novo depoimento e entregou à Polícia Federal (PF) um aparelho de telefone celular contendo 13 gravações de conversas dele com membros do Ministério do Esporte. Segundo ele, nos diálogos seria possível identificar a intenção de fraudar prestações de contas dos convênios que firmou com a pasta.
O acusador também levou quatro ofícios emitidos pelo Ministério que, segundo ele, contêm “informações contraditórias" sobre a fiscalização dos repasses de verbas da pasta a entidades conveniadas. O material envolveria assessores da cúpula do ministério. Mas, até o momento, segundo a PF, não há qualquer comprovação da participação do ministro Orlando Silva no suposto esquema.
O celular foi encaminhado para perícia e os resultados devem ser divulgados na próxima semana, segundo a PF. Em seu novo depoimento, nada mais foi acrescentado nas investigações. Ele continua afirmando que está sendo “ameaçado e perseguido” por conta das denúncias que apresentou à revista Veja, que publicou matéria na edição da semana passada somente baseada na entrevista feita com João Dias. No entanto, negou proteção especial.
O policial, que deve depor a uma comissão da Câmara dos Deputados nos próximos dias, acusou o ministro do Esporte, Orlando Silva, de integrar um esquema de desvio de verbas públicas do programa Segundo Tempo.
Nova reportagem sem provas
Na edição desta semana, a revista Veja transcreveu um diálogo que teria ocorrido em abril de 2008, entre João Dias e dois servidores do Ministério do Esporte. Na transcrição do semanário, eles combinam o envio de um documento à Polícia Militar desmentindo supostas irregularidades na execução de convênios firmados entre a pasta e ONGs controladas pelo policial.
Em nota divulgada neste sábado (22), o Ministério do Esporte questionou a apresentação da conversa transcrita pela revista da editora Abril. Segundo o texto, a pasta pedirá à PF para incorporar a gravação à investigação em andamento sobre o suposto esquema de desvio.
"A manipulação começa já na abertura da reportagem. A revista faz uma montagem e cola sobre uma foto do ministro a frase entre aspas: 'A coisa fugiu do controle', declaração que o ministro nunca fez", diz um trecho da nota.
Há pouco, o ministério divulgou nova nota informando que o "secretário-executivo do Ministério do Esporte, Waldemar de Souza, constituiu nesta segunda-feira, 24 de outubro, uma Comissão de Sindicância para investigar acusações publicadas pela revista Veja, nas páginas 88, 89 e 90 da sua edição número 2240, de suposto envolvimento de servidores do Ministério em irregularidades administrativas".